Tragédia de Hulene: Afectados sem resposta há mais de oito meses

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Já passam mais de oito (8) meses depois que as famílias afectadas pela tragédia de Hulene reclamaram, formalmente, ao Município de Maputo, o facto de algumas casas para o reassentamento estarem a ser construídas no bairro de Possulane, distrito de Marracuene, numa bacia, uma zona visivelmente baixa e, portanto, propensa a inundações.

A reclamação foi feita através de um abaixo-assinado com cerca de 200 assinaturas dos representantes das famílias afectadas e que deu entrada no Município de Maputo, no dia 21 de outubro de 2019. No documento, os afectados explicavam o problema de estarem a ser retirados de uma zona de risco de desabamento para uma zona de risco de inundações.

Para além desse problema, no abaixo-assinado as famílias reclamam a necessidade de colocação de murros de vedação nas casas em construção, pois segundo elas, o murro é uma necessidade imperiosa tendo em conta a realidade e o contexto moçambicano. Contudo, infelizmente, o projecto até então, não está a levar em consideração. Reclamam, igualmente, a construção de infraestruturas sociais por ter sido algo que lhes foi prometido aquando da apresentação do projecto de reassentamento.

Importa referir que o prazo estipulado por lei para se dar respostas a todas as solicitações dos cidadãos e no caso vertente, as reclamações que acima nos referimos, é de 15 dias. Porém, e contrariando este princípio, até ao momento não há nenhuma resposta.

Em conformidade com o que nos foi dito pelos afectados, nas reuniões que estes tiveram com o Município de Maputo, questionaram ao município sobre o documento e lhes foi informado que teriam a resposta brevemente.

A Livaningo visitou recentemente, o bairro de Possulane, para verificar a evolução em relação à construção das casas e foi possível verificar que uma das empresas adjudicadas ao projecto continua a desenvolver as suas actividades mesmo com o pagamento atrasado. Entretanto, nada mudou em relação às casas construídas na zona baixa. Não houve nenhuma mexida no terreno, as casas continuam a ser edificadas, e agora estão num estágio mais avançado já em processo de serem rebocadas.

Sobre o assunto, os afectados mostram-se preocupados com a situação: “a demora esta demais não sabemos o que isso quer dizer, disseram que iam dizer algo mas nada até agora e também tudo está parado” desabafou uma das afectadas.

Tendo em conta os aspectos acima levantados, a Livaningo apela ao Município de Maputo que se pronuncie sobre o assunto, esclarecendo e resolvendo esta situação, garantindo, deste modo, um reassentamento condigo a estas famílias. Igualmente, apela, a Livaningo, à celeridade do processo, pois o mesmo já leva quase dois anos, período de muita incerteza para estas famílias que desde o dia 19 de fevereiro de 2018 foram retiradas das suas casas devido ao desabamento da Lixeira Municipal de Hulene.

https://cartamz.com/index.php/politica/item/5557-tragedia-de-hulene-afectados-sem-resposta-ha-mais-de-oito-meses

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