Expropriação de terra e violência contra a mulher preocupa nova direcção do FOMMUR

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O Fórum Moçambicano das Mulheres Rurais (FOMMUR) conta a partir desta quarta-feira, 21 de Outubro, com novos órgãos sociais, eleitos num processo democrático e pacífico. Lizete Mucasse, representante de mulheres rurais de Chóckwè, é a nova presidente da Organização.

O seu elenco vai contar com a colaboração da Rebeca Mabui, vice-presidente do Conselho de Direcção e Elisabeth Roque, secretária do Conselho de Direcção.

A Mesa de Assembleia será presidida pela Maimunda Tala, coadjuvada pela Dórica Amosse como vice-presidente e Helena Terra como secretária.

Por sua vez, Tina Simão foi eleita como presidente do Conselho Fiscal. Lágrima Zandamela e Luísa da Silva são Vice-presidente e secretária respectivamente.

Para a número um do FOMMUR, o açambarcamento de terras e a violência da mulher constituem os principais desafios da organização. “Há muitas camponesas a perderem a terra para os endinheirados. Temos que rever este cenário. O projecto Sustenta veio piorar a situação porque não beneficia as mulheres”, comentou Lizete para quem a violência da mulher no meio rural também constitui um calcanhar de Aquiles para o bem-estar da mulher rural.

“Há muitos casos de violência doméstica e abusos sexuais contra a rapariga. Achamos que a sociedade deve ser educada a respeitar a mulher. Ela também tem o direito de decidir sobre o seu corpo e do acesso e posse à terra”, explicou.

A violência que aterroriza os cidadãos em Cabo Delgado é outro problema que apoquenta o FOMMUR. “Ouvimos aqui, das colegas de Cabo Delgado que o que se passa lá é inaceitável. Há todo tipo de violação de direitos humanos. As mulheres ficaram sem a terra, habitação e ainda sofrem abusos sexuais. É urgente acabarmos com isso”, disse.

Elizete Mucasse falava à margem da Assembleia geral do Fórum Moçambicano das Mulheres Rurais que teve lugar nos dias 20 e 21 de Outubro, em Matutuine, província de Maputo.

O evento tinha como objectivo reflectir sobre a revitalização do FOMMUR de modo a melhorar a auto-organização do movimento, as suas acções e advocacia e defesa dos direitos das mulheres; aprovar a documentação necessária para a constituição legal do FOMMUR; reconstituir os órgãos do FOMMUR através da eleição de novos membros, órgãos sociais e; fortalecer a relação com os parceiros de cooperação e outras organizações da sociedade civil e do Governo.

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