“Projecto Juntos pela Inclusão reacendeu as minhas esperanças por um futuro melhor”

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Pior do que lidar com a doença mental que oferece intervalos de lucidez, Rosita Malate tem travado uma autêntica batalha contra o estigma da discriminação. Residente no bairro de Nhazingane, localidade de Chibondzane, distrito de Manjacaze, província de Gaza, Rosita de 46 anos de idade e mãe de um filho, garante que é difícil sobreviver numa sociedade que não oferece oportunidades a pessoas com deficiência.

A vida de Rosita e de outras pessoas com deficiência mudou para o melhor com a chegada no distrito do projecto “Juntos Pela Inclusão”, financiado pelos Amigos da Terra da Noruega e implementado pela Livaningo.
“Comecei a fazer parte do projecto TOFI em meados do ano passado, quando fui selecionada como uma das beneficiárias. Estou grata pela oportunidade porque nunca houve nenhuma outra iniciativa da mesma natureza. Muitas vezes quando há algum projecto, nós pessoas com deficiência somos colocadas de lado, pois muitos acreditam que pouco podemos fazer”, anotou.

Rosita conta que quando a Livaningo iniciou com as capacitações notou que o projecto dispunha de formações de gestão de negócios, poupança e crédito rotativo, tendo aderido com agrado. “Recebi um kit de produtos de primeira necessidade que é oferecido em forma de empréstimo pela Livaningo, para que pudesse iniciar o meu próprio negócio. Contudo, não logrei bons resultados”, explicou Rosita, para depois acrescentar que, após o fracasso e munida de conhecimentos adquiridos nas formações, analisou o melhor tipo negócio a fazer, tendo em conta o local onde vive e optou por vender hortícolas.

“Os insumos agrícolas adquiri com o valor das vendas do kit que recebi. Por ser uma pessoa com deficiência mental, as vezes tenho tido intervalos de lucidez, razão pela qual necessito do apoio do meu irmão mais velho”.

Actualmente, Rosita sente-se realizada e tem esperanças de um futuro melhor. “Estou satisfeita por fazer parte de um grupo de poupança e crédito rotativo, pois é a primeira vez que tenho oportunidade de guardar meu próprio dinheiro, sem sofrer qualquer tipo de descriminação. Por mês e consigo poupar 500 meticais ou mais”.

 

 

 

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