Autoridades sanitárias e moradores satisfeitos com o engajamento civico do Comité de Desenvolvimento Local da Zona Verde

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Alguns membros do Comité de Serviço de Saúde

Muito recentemente, o Centro de Saúde de Ndlavela, localizado no municipio da Matola, debatia-se com várias criticas sobre o mau atendimento nos serviços de saúde. Entre as queixas, constavam maus tratos dos funcionários locais para com os pacientes e falta de higiene nos sanitários públicos. Contudo, desde o princípio deste ano, os membros do Comité de Desenvolvimento Local da Zona Verde (CDL) e não só têm ajudado o hospital na prestação de serviços de saúde humanizados.

Segundo o presidente do Comité de Desenvolvimento Local da Zona Verde, Castigo Muianga, para minorar com o sofrimento dos cidadãos que se queixavam de maus tratos no Centro de Saúde de Ndlavela, o CDL aproximou-se à direcção do hospital, onde após uma conversação cordial e profícua, foi criado um comité de saúde constituido por 21 membros dos bairros Infulene D, Ndlavela e Zona Verde.

“O comité de saúde lida com as comunidades nos bairros (procura saber as dificuldades sobre o atendimento, sugestões) e depois senta com a direcção da unidade sanitária visando encontrar melhores formas de servir os pacientes. A cogestão que envolve algumas pessoas do Centro de Saúde de Ndlavela e algures moradores dos bairros circunsvizinhos tem logrado resultados positivos efeitos até então”, explicou Castigo Muianga.

Simião Matsena, presidente do comité de saúde de Ndlavela clarificou que o lema do grupo que preside é a advocacia de bons serviços de saúde que satisfaçam o paciente. Matsena diz que quando foi eleito como representante do gcomi, o hospital apresentava um mar de problemas, no que concerne ao atendimento hospitalar. O comité ajuda na limpeza da unidade sanitária e sensibiliza as pessoas a pautarem pelas boas maneiras e higiene no uso dos sanitários. Também orientamos as pessoas nas bichas e nas comunidades”, disse.

Infelizmente, Matsena conta que nem tudo é um mar de rosa nesta busca incançável de auxiliar cidadãos, provendo serviços de saúde de qualidade e humanizados. “Precisamos interagir com outros bairros mas faltam-nos meios circulantes e dinheiro de transporte. As vezes faltam botas, luvas e máscaras para usarmos nas nossas jornadas de limpeza”, queixou-se.

O director do Centro de Saúde de Ndlavela, Saide Omar, confirmou que a direcção daquela unidade sanitária trabalha de mãos dadas com as comunidades locais para satisfazer os anseios dos utentes que buscam serviços de saúde. “A equipa de cogestão não mede esforços para lograr resultados positivos. Sempre que há oportunidade de participar nas reuniões comunitárias, o hospital participa e anotas as inquietações dos cidadãos porque estamos aqui como trabalhadores mas a unidade sanitária é da comunidade. Como direcção da saúde pouco sabemos dos desafios porque eles vivem os problemas”, comentou Omar que entende que nos últimos meses o hospital melhorou muito na humanização e na prestação dos serviços graças a colaboração da comunidade. “Por outro lado, há desafios em termos de mostrar ao cidadão que tem direitos mas também tem deveres – saber saudar, ser higiénico porque a limpeza é importante”, anotou Saide que confirmou que naquela unidade sanitária, promovem-se jornadas de limpeza, duas vezes por semana, entre os técnicos do hospital e os membros das comunidades.

O director do Centro de Saúde de Ndlavela explicou ainda que a equipa de cogestão tem dado palestras visando sensibilizar as pessoas para ser mais cuidadosas com higiene e evitar urinar em qualquer canto do hospital.

Por outro lado, ainda segundo Omar, por mais que haja humanização e bons serviços não haverá muita qualidade sem infraestruturas de qualidade, por isso, “precisamos vedar o hospital, pois o seu murro foi vandalizado por pessoas mal intencionadas. As comunidades têm apoiado com oferta de blocos e cimento mas precisamos de mais ajuda para vedar todo o hospital”, finalizou Omar que considera que vedação de todo o hospital seria um grande ganho para todos.

Ernesto Nhaculeme é membro do Comité do Serviço de Saúde e tem 75 anos. Ainda que cansado com o peso da sua idade diz que sentiu a necessidade de se juntar a um comité para ajudar a população que sofre nos hospitais. “Temos de fazer parte da solução. Não basta reclamar”, diz peremptório o ancião, para em seguida acrescentar que “como lider religioso sensibilizo as pessoas a preservarem as infraestruturas sanitárias, a manter a boa higiene e a respeitarem os técnicos de saúde”.

Alice Miguel de 62 anos de idade também é membro de comité de saúde em nome do bairro Infulene D, que mostra-se satisfeita em ajudar pessoas da comunidade, porque “advogamos pelo bem estar dos cidadãos”.

Director do Centro de Saúde reunido com representantes do Comité de Serviço de Saúde e Livaningo

É chefe de quarteirão do bairro Infulene “D” há mais de 30 anos. Para assistência médica e medicamentosa todos os moradores do seu bairro dependem do Centro de Saúde de Ndlavela. Hortência Langa conta que o atendimento naquela unidade sanitária deixava muito a desejar. Contudo, desde que foi formada uma equipa de cogestão para melhorar o atendimento e higiene tudo melhorou. “Os municipes relatam que há melhorias na assistência médica. Também fui para lá e gostei do que vi. Acho que este exemplo devia ser replicado em todos os hospitais”, afirmou Hortência.

Para a jovem Isabel Omar, residente do bairro Ndlavela, a prestação dos serviços da saúde deixava muito a desejar mas actualmente, os pacientes estão satisfeitos com a forma como são atendidos. Apesar de apontar melhorias, a utente entende que faltam meios naquela unidade hospitalar, como seringas, luvas, macas e cadeiras de rodas.

Ao nível da Cidade da Matola, a Livaningo implementou em 2015, o projecto denominado “Monitoria da Governação Autárquica no Município da Matola”, e criou comités de desenvolvimento local que actuam nos bairros de Zona Verde, T-3, Machava e Matola “A” e que tem estado em coordenação com a Livaningo, a desenvolver diversas actividades que visam mobilizar e sensibilizar as comunidades sobre o seu papel no desenvolvimento da autarquia, através da participação comunitária nos processo de governação urbana.

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