Vítimas da lixeira de Hulene outra vez revoltados com a edilidade

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Reina um ambiente de cortar a faca entre as vítimas de desabamento da Lixeira de Hulene e as autoridades governamentais, nomeadamente o Concelho Autárquico da Cidade de Maputo e o Ministério do Ambiente. Em causa está o atraso de seis (6) meses de pagamento de renda e as obras de construção de casas para o reassentamento.

As famílias atingidas pela tragédia da lixeira de Hulene (que matou 16 pessoas em 2018) amotinaram-se nos dias 30 de Novembro e 01 de Dezembro, no edifício do Conselho Municipal de Maputo para expressar a sua indignação em relação à demora no pagamento de subsídio de renda de casas.

Importa lembrar que, aguardam pelo reassentamento 256 famílias, vítimas de desabamento da montanha de lixo, que actualmente recebem do Governo 10.000 meticais por mês para arrendamento de casa. O valor é desembolsado trimestralmente. Todavia, as familias aguardam há mais de seis meses pelos valores que não reflectem nas respectivas contas. “Corro o risco de ficar sem tecto. O dono da casa ameaça o despejo. Estou desesperado. Acredito que somos muitas familias nesta situação”, disse uma vitima que não quis se identificar.

As vítimas de desabamento da Lixeira de Hulene afirmam nos últimos seis meses vivem de humilhações e despejos, por isso, exigem o cumprimento da promessa para o pagamento da renda até a conclusão das casas que estão a ser construídas na zona de Possulane, no distrito de Marracuene.

Face a esta situação, a Livaningo apela ao Município de Maputo para que:

– Cumpra com a promessa feita a estas famílias e as reassente condignamente;

– Anuncie a data exacta da entrega das obras em Possulane;

– Sejam respeitados nesse processo todas as promessas de pagamento de renda,  construção de infraestruras básicas e serviços em Possulane como: bancos, hospital, espaços de lazer, terminal rodoviário, etc.

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