Livaningo promove inclusão financeira para pessoas com deficiência em Chibuto

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Pelo menos 68 pessoas com deficiência beneficiaram de formações em matérias de gestão financeira e receberam kits para pequenos negócios no distrito de Chibuto, província de Gaza, no âmbito do programa TOFI, sigla inglesa que significa Together For Inclusion – Juntos pela inclusão, financiado pelos Amigos da Terra da Noruega e implementado pela Livaningo.

O programa TOFI que visa promover a inclusão financeira em pessoas com deficiência, capacitou os beneficiários em diversas matérias como a criação de grupos de poupança e crédito rotativo e gestão de pequenos negócios em seis bairros municipais de Chibuto, nomeadamente primeiro e segundo bairro, Nhocane, 25 de Junho –Unidade 3, Célula Mussavene e Mudada, no posto admnistrativo Sede.

Para Sheila Mhula, oficial de programas da Livaningo, cabe a todas as faixas da sociedade conjugarem esforços para a emancipação económica de pessoas com deficiência, por isso, defende que as organizações da sociedade civil e governo devem trabalhar juntos em prol da promoção de direitos humanos e inclusão financeira. “Felizmente, as autoridades e comunidades locais de Chibuto receberam com agrado o projecto TOFI e têm contribuido com ideias e acções para o sucesso da sua implementação e, isso, encoranja-nos a seguir para a fase 2 do programa, ainda que existam grandes desafios por serem ultrapassados”, referiu.

O presidente do Concelho Autárquico de Chibuto, Henriques Machava, reconheceu a importância do projecto TOFI, tendo em conta que a edilidade carece de mais intervenções para ajudar as camadas mais vulneráveis. “Estamos abertos para identificar os potenciais beneficiários, dar licença e atribuir espaços de venda para os que manifestarem interesse, bem como estudar formas de isentar algumas taxas e impostos, dependendo da natureza do negócio e do período de execução”, explicou Machava.

A Livaningo constatou no terreno que os benificiários mostram-se satisfeitos com a implementação do programa, tendo colhido vários conhecimentos na gestão de pequenos negócios e em matérias de poupança e crédito rotativo.

“Com o programa aprendemos que ser uma pessoa com deficiência não significa invalidez e que somos capazes de prover pelo nosso sustento. Sabe-se que a pessoa com deficiência enfrenta várias dificuldades para ter emprego e realizar actividades de geração de renda. Felizmente, o programa TOFI mostrou-nos de forma prática que é possível a emancipação económica da pessoa com deficiência. Beneficiamos de várias formações sobre empreendedorismo, gestão de negócios e como poupar dinheiro”, disse Celeste Matsombe, que sonha num futuro próximo ser alguém que reacende esperanças de pessoas em situações dificeis.

Por sua vez, Alda Tovela, também beneficiária do programa mostrou-se satisfeita em fazer parte do projecto. “O negócio que faço é de venda de créditos, cigarros, entre outros. Este negócio me eleva e não tenho razões de queixas. Recebi o kit em janeiro e de lá para cá a minha fonte de renda melhorou substancialmente e ainda consigo poupar algum dinheiro para incrementar o negócio.

A Livaningo mantém-se firme em continuar a formar os benificiários selecionados em matérias de empreendedorismo, gestão sustentável de negócio; inclusão financeira dinheiro móvel (Mpesa e Emola), estabelecer os grupos poupança e crédito rotativo, etc.

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