“Voltei à escola para lutar pelos meus sonhos”

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Há um ditado popular que reza que “nunca é tarde para aprender”, é um velho adágio que se assenta como uma luva na história de vida do jovem Manuel Quive, 19 anos de idade. Quis o destino que ele nascesse como uma deficiência física e mrental. Uma triste sina que lhe valeu a discriminação e exclusão social no povoado de Mungoi, distrito de Mandlakazi, província de Gaza. Manuel não suportou o estigma da discriminação e cedo abandonou os bancos da escola.

Graças ao programa TOFI, sigla inglesa que significa Together For Inclusion – Juntos pela inclusão, financiado pelos Amigos da Terra da Noruega e implementado pela Livaningo, Manuel regressou aos bancos de uma escola seis anos depois do abandono escolar, sensibilizado pela Livaningo a enfrentar o mundo e buscar o saber.

“A Livaningo em coordenação com Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO), contactou a direcção da escola do 1° e 2° grau Josina Machel de Mungoi e reuniu com o director Ricardo Gomes, que aceitou ceder vaga ao Manuel para frequentar o curso nocturno, no ensino de alfabetização para adultos”, explicou Horácio Mboene, técnico do progrma Tofi em Mandlakazi, que acrescentou que para além de ceder a vaga, a direcção da escola fez um trabalho de sensibilização junto aos professores e alunos de modo a evitar exclusão e descriminação do Manuel.

Para Manuel Quive voltar à escola é uma dádiva porque entende que é uma oportunidade para aprender e espantar fantasmas. “Sempre quis aprender como os outros mas não fui capaz de aguentar a exclusão e discriminação. Mas agora com os conselhos da Livaningo entendi que devo lutar pelos meus sonhos”, desabafou.


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