A iniciativa vai beneficiar 2.160.000 mulheres economicamente vulneráveis, de quatro distritos, que serão capacitadas na promoção de práticas agrícolas sustentáveis, poupança e desenvolvimento de actividade de geração de renda, no âmbito de um projecto implementado pela Livaningo e parceiros. O projecto está avaliado em 132,8 milhões de meticais e deverá beneficiar mulheres organizadas em 72 associações dos distritos de Nampula, Ribáuê, Meconta e Mogovolas.
A iniciativa, lançada recentemente, na cidade de Nampula, consistiu a segunda fase de um programa que já beneficiou 540 mulheres organizadas em 18 associações nos distritos de Ribáuê e Mogovolas, nos últimos três anos. De acordo com Avelina Pascoal, coordenadora da iniciativa em Nampula, a expansão pretende responder às desafios enfrentadas pelas mulheres rurais, sobretudo no acesso à terra, financiamento, mercados e oportunidades para desenvolver actividades capazes de gerar renda de forma sustentável. A responsável disse que, apesar de constituírem uma forte importância na agricultura familiar e na produção de alimentos, muitas mulheres continuam economicamente dependentes e com participação limitada nos processos de decisão. Acrescentou que a situação é agravada pelos efeitos das mudanças climáticas, que afectam a produção agrícola e aumentam a vulnerabilidade das famílias à insegurança alimentar.
Com as ações previstas, espera-se que as mulheres aumentem a sua autonomia financeira e tenham maior capacidade para sustentar as suas famílias, ao mesmo tempo que adquirem conhecimentos para reivindicar direitos e participar nos processos de tomada de decisão nas comunidades. Sheila Rafi, Directora Executiva da Livaningo, considera que a transformação da sociedade é um processo complexo e multidimensional, que requer a colaboração de múltiplos agentes, incluindo a comunidade, a sociedade civil e a autoridades governamentais.