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No âmbito do projecto Kuvikela, 30 mulheres vulneráveis das comunidades de Mabuluco, Mucombo, Chivambo, Liphukeze, Ndelane da localidade de Ndelane e comunidade de Maphanga da localidade de Nhonguane, receberam nos finais do ano passado, 30 kits de negócios que visam empoderar financeiramente as comunidades.

A cerimónia de entrega de diversos kits de negócios contou com a presença do governo distrital, líderes locais e representantes da Livaningo.

Ainda que com um sol escaldante com o termômetro a rondar os 32 graus, as beneficiárias entoavam sorridentes a canção improvisada pela emoção do momento “Kanimambo Livaningo” que em português significa “Obrigado Livaningo” e mais adiante clarificavam o agradecimento, “obrigado pelos presentes e pelo projecto. Não esperávamos tamanha benevolência”. Foi assim que debaixo de umas frondosas árvores no interior de localidade de Ndelane, posto administrativo de Machangulo, distrito de Matutuine, província de Maputo, os cânticos e danças de 30 mulheres simbolizavam a cerimônia de entrega de kits de negócios para mulheres vulneráveis das comunidades de Mabuluco, Mucombo, Chivambo, Liphukeze, Ndelane da localidade de Ndelane e comunidade de Maphanga da localidade de Nhonguane.

Como não deixaria de ser, os presentes na cerimônia mereceram uma oração proferida pelo representante do líder das igrejas locais, Simião Ubisse como que a abençoar a iniciativa. A seguir, a representante das beneficiárias de Machangulo, Elsa Mhala, tomou a palavra e emocionou a plateia. Primeiro vincou que, tomada por emoção, as palavras não saiam e a imaginação fugia, contudo, assegurou que no seu entender o projecto “Kuvikela” é uma luz no fundo do túnel no que concerne ao combate à pobreza, porque empodera as mulheres locais, por isso “o nosso muito obrigado Livaningo”.

Leonel Fidalgo, representante do Governo do Distrito de Matutuine, mostrou-se satisfeito pela iniciativa uma vez que, “o projecto enquadra-se na estratégia do governo que busca parcerias para desenvolver as comunidades”, explicou, para depois apelar as beneficiárias a encetarem esforços para levarem avante os seus negócios. “Para que mais mulheres tenham benefícios, é importante que as primeiras sejam mais responsáveis e racionais no uso dos kits recebidos”, concluiu.

 

 

Por sua vez, Armindo Mandlate, representante da Livaningo, esclareceu aos presentes na cerimônia que a Livaningo surgiu no âmbito da defesa dos interesses supremos das comunidades e o bem-estar destas, por isso, ” é neste espirito que a organização abraçou o projecto Kuvikela visando empoderar as comunidades. Sabemos que muito há por fazer, mas a caminhada para reduzir a pobreza requer esforços de todos”, disse.

Para Albertina Chaincomo,  46 anos de idade e que tem três filhos por cuidar, o projecto Kuvikela “é como um milagre. Sempre sonhei em ter um negócio assim, mas não tinha meios para iniciar. Muito obrigada a Livaningo pela oportunidade”.

Este artigo foi produzido no âmbito do projecto Parque Nacional de Maputo – KUVIKELA, de nome oficial, “Adaptação Baseada em Ecossistemas às Alterações Climáticas na Área de Protecção Ambiental de Maputo (MEPA): Conservação e Construindo Resiliência” o qual está a ser financiado pela Blue Action Fund e implementado pelo consórcio composto pela Peace Park Foundation (líder), ADRA, AMA e Livaningo no distrito de Matutuíne e Ilha de Inhaca respectivamente.

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