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Mulheres recicladoras fortalecem associação, garantem equipamentos de proteção e avançam na criação do primeiro Centro Comunitário de Triagem

No âmbito do projecto “Ku hlayisa – Gestão de Resíduos Sólidos e Conservação de Ecossistemas nas Paisagens Terrestres e Aquáticas da Ponta do Ouro”, financiado pelo GEF. Com foco na inclusão socioeconómica e na protecção ambiental, o projecto tem acelerado a formalização, a segurança operacional e a infraestrutura de reciclagem liderada por mulheres na vila turística da Ponta do Ouro, Distrito de Matutuíne.

Um dos marcos centrais foi o apoio ao processo de legalização do Grupo de Mulheres Recicladoras da Ponta do Ouro (GMRPO). “Sem documentação e personalidade jurídica, as mulheres não conseguem aceder a mercados formais nem a direitos básicos. Este é um trabalho invisível, mas estruturante”, explica Angelina Mabunda, oficial de programas da Livaningo.


Trabalhar na lixeira sempre expôs as recicladoras a riscos severos como cortes, resíduos perigosos, calor extremo. Pela primeira vez, o grupo participou activamente na escolha dos seus Equipamentos de Protecção Individual (EPI). Num processo participativo, as mulheres

definiram que precisam de macacões com reflectores em tecido de sarja (resistente e fresco); Botas com biqueira de aço; Luvas de alta resistência; Capacetes, óculos de protecção e meias.

Cada beneficiária terá um kit personalizado, ajustado ao seu número de calçado e medidas de roupa. A aquisição já está em curso, após um processo de selecção rigorosa de fornecedores em Maputo.

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